SOBRE A NATURPHILOSOPHIE

no jovem Schelling (1797-1802)

LUIZ CARLOS ROCHA DE DEUS

“Schelling est le moins connu des »grands« philosophes,” assim instava Jean-François Marquet (1938) em sua obra Liberté et existence. Étude sur la formation de la philosophie de Schelling. (Marquet 1973, s.p.). É com esse “filósofo menos conhecido” que abordaremos um dos temas mais fascinantes da tradição filosófica ocidental, sobretudo em suas origens: a natureza.

Propositalmente esquecida no curso histórico medieval e moderno, a natureza praticamente “ocupou” um espaço irrelevante nos grandes centros acadêmicos – sobretudo europeus –, tendo como foco preponderante tão somente a questão do divino (Idade Média) e, concomitantemente, do humano (Idade Moderna).

Imerso nesse contexto, ou seja, o dogmatismo por um lado e, por outro, os chamados conteúdos de consciência (idealismo), Schelling se interpõe e se rebela, defendendo uma natureza criativa e profundamente autônoma (Hirschberger 2011, 288). Porém, não se trata de rechaçar os parâmetros científicos e filosóficos de seu tempo, senão buscar àqueles elementos importantes tanto do dogmatismo quanto do idealismo, ou seja, da realidade objetiva e subjetiva, elevando-os a um patamar até então inapercebido aos cânones da ciência e da própria filosofia.

ISBN: 978-85-52962-49-6

Nº de pág.: 361

Willames Frank da Silva Nascimento

JEAMERSON DE OLIVEIRA SILVA

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