GÊNESE DO CENTENÁRIO DA SEMANA DE ARTE MODERNA 1922-2022

POEMA

ALBERTO VIVAR FLORES

JONHN LIMA

A Semana de Arte Moderna é conhecida e considerada como o passo inicial da produção original e procura por si mesmo de um si mesmo brasileiro, quer dizer, a jornada difícil da compreensão de sua identidade, como reencontro com sua raiz, a redescoberta do que vinha e venha ser brasileiro, experimentando-o como um novo encontro com sua jornada histórica; tomando-o, portanto, como meio e ponto de partida.

 

A Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 é, antes de mais nada, uma gênese histórica da rebeldia e insurreição crítica do berço da cultura nacional; pois temos em seu acontecimento uma experiência/reflexo –um tanto vazia− do que é e/ou seria a identidade fundamental do ser brasileiro. Por isso, na nossa memória histórica a temos como uma concepção marcante que ocorreu durante os dias 15, 17 e 19 de Fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, capital industrial do Brasil. Assim, é sobretudo, nada mais e nada menos, uma data comemorativa. Desde logo, não meramente pelos eventos que ocorreram em si –já, por si, de enorme significação−, mas pelas possibilidades e descobertas que abriu; garantindo, sem complexos de inferioridade colonial, o exercício livre de um fazer sólido de arte, de cultura, de uma nova História. Por suposto, não apenas no campo da literatura; mas em todos os outros campos do saber sobre o nosso Brasil.

 

Tendo ante nossos olhos, historicamente, tal acontecimento; nos tomamos, artisticamente, a liberdade de fazer uma breve lembrança ou, se o prefere, uma singela homenagem à vista de seu aniversário centenário (Fevereiro de 2022). O fazemos, valha a redundância, tentando fazer o que eles tanto fizeram e pregaram nos dias das conferências, exposições, recitais, concertos, etc.; isto é, produzir algo nosso, original, novo; mostrando a nossa realidade, mostrando quem somos nós, mostrando em plenitude o que é um Povo Novo. Em síntese, o que é ser brasileiro, tanto digno de louvor como digno de críticas. Nesse sentido, a merecida homenagem que fazemos à Semana de Arte Moderna –esforçando-nos por manter seu vulcânico espírito−, é escrita em versos livres de uma poesia, por definição, rebelde, insubmissa, crítica como uma carícia essencial; Ressalvando apenas, porém, que é uma produção sólida, séria, responsável tanto quanto o é a vida artística. Daí que se apresente sem a necessidade plena de seguir um manual de regras clássicas, contradizendo a sua vez a plenitude da arte. 

 

Uma homenagem à altura da Semana de Arte Moderna –experiência semelhante ao Primeiro Dia da Criação−, velis nolis, minimamente, é permeada por um filosofar original que em sua medula entenda, intérprete e sustente uma Antropologia do ser humano como um ser irrecusavelmente criador; pois essa foi, é e será a experiência fundamental do Povo Brasileiro. 

No dia 10 de dezembro de 2018, pela portaria nº 11 saiu o resultado final do “Edital de Seleção Pública nº 02, SEC/MINC de 01 de Outubro de 2018”, em que tem como uma de suas obras selecionadas, o livro: “GÊNESE DO CENTENÁRIO DA SEMANA DE ARTE MODERNA 1922-2022, selecionado o mesmo em 7ª posição do Concurso Nacional, sendo assim, um dos ganhadores do “Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922.” O livro em si, é uma construção profunda do pensamento que percorreu na Semana de Arte Moderna, trazendo um aparato histórico até o acontecimento propriamente dito.

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