Lançamento em Breve!

CURRÍCULO & SUAS

IMPLICAÇÕES DESIGUAIS

Ensaios filosóficos

CIRO BEZERRA

CLAUDIO DA COSTA

E como deveria funcionar a escola norte-americana? Ellwood Cubberley acredita que da mesma forma que uma fábrica funciona, porque “escolas são fábricas que moldam crianças–matéria bruta” e as convertem em “trabalhadores para produzirem mais e melhor [–matéria-prima]”. Esta é, inclusive, “a responsabilidade da escola”. Mas por quê? Qual é a gênese dessa “responsabilidade”? De acordo com Cubberley, isso é uma prescrição da empresa. É uma “exigência da vida”, das “especificações das fábricas” que, por sua vez, “provem das demandas da civilização do século XX”. Que “civilização”? Bem, a civilização empresarial, a civilização do capital! A escola, desta forma, deve ser “responsabilizada” em “formar alunos, segundo as especificações estabelecidas”. Mas como fazê-lo? Uma das respostas possíveis foi dada pelo movimento de educação progressiva: racionalizando as atividades escolares por meio de currículos diversificados conforme as atividades do sistema ocupacional das fábricas. Como racionalizar as práticas educativas? Desta vez quem responde é nada menos que John Franklin Bobbitt (1876-1956): através do currículo. Portanto, a teoria do currículo foi formulada e proposta pelos administradores escolares norte-americanos para elevar a eficiência da escola e atender as “especificações das fábricas”. E para fazer o currículo funcionar, claro, é necessário um corpo burocrático responsável por “estudar os métodos de produção” escolares [fabricação ou transformação de “crianças” em trabalhadores que produzam mais e melhor”, trabalhadores produtivos e eficientes], visando “medir e testar os resultados” escolares, isto é, o desempenho de alunos e professores.

EDITORA PHILLOS | CNPJ: 29.282.901/0001-03 
AV. SANTA MARIA,  PARQUE OESTE, 601. GOIÂNIA- GO. CEP. 74.486-450
www.editoraphillos.com.br | editoraphillos@gmail.com 
©2017 por Editora Phillos. - Todos os direitos reservados.